Vou ter que mudar de endereço o meu blog. Estou mudando de provedor então nao vou poder acessar mais o Tháta.
Embora a preguiça seja muitaaaa, vou tentar importar as mensagens desse para o outro.
De qualquer forma, foi um grande prazer usar este espaço e espero continuar a ter os bons e fiéis leitores acompanhando meus escritos, idéias, devaneios e de certa forma, um pouco da minha vida.
Obrigada! http://www.discursodireto.zip.net
Bom, tempos sem passar por aqui, na verdade pensei em escrever muitas coisas nesse tempo, mas dei um tempo na net para me "situar" na vida dos "normais".
E nesse tempo, muitas mudanças nas amizades, na vida social,afetiva, bla bla bla...
Em poucos dias, amadureci o que ao longo do semestre persisti em manter imaturo.
Na verdade, acho que eu estava um pouco machucada, um pouco aflita com meu futuro, com o rumo que minha vida tava levando. Então, me desliguei de tudo, de amigos complicados, de situações,
de lugares.
Senti saudades de muita gente,mas passou.Reencontrei minha ex melhor amiga e descobri que ela tornou-se uma pessoa no mínimo idiota.Me envolvi com uma pessoa que simplesmente não tinha nada a ver comigo e gostei. Mas não deu certo porque ironicamente éramos diferentes demais. Hoje ao invés de procurar meus amigos, deixo que eles saibam que são importantes para mim, mas quero que me procurem (e foi numa dessas que descobri que eu não tinha mais uma melhor amiga). Encontrei com meus dois irmãos que eu não via desde o enterro do meu pai e eles estão lindos! Até a uma festa de família de sujeitei a ir e não foi tão ruim.
Enfim... algumas coisas inacabadas acabaram. Outras muitas parecem
resistir ao tempo, aos fatos e por mais que eu queira acabar, sempre
voltam.
Mas não me importo.
Mentira.
Ando pensando muito, perdendo meu sono, pensando em uma simples coisa
que a cada dia sinto que vai se "Simplificando" mais.
Simplificando, leia-se medíocre, pequeno, pobre, não mais vasto.
ando pensando em meu futuro.
Futuro que eu digo, são aquelas coisas que adultos se preocupam.
Sinto, simplesmente sinto que em algum momento, minha vida desviou
completamente do que era para ser.
Na maioria das vezes eu me conforto pensando que se tudo que era para ser
não foi, é porque algo maior me espera. Mas o que vejo é que tudo a cada
dia se torna menor, menos, nada...
Minhas atitudes também não são enérgicas, por isso assumo toda (mesmo sendo
parcial) culpa por tudo ter dado errado.
Infelizmente, me vejo como alguém que precisa de algo "mágico" para
começar qualquer coisa, simplesmente não sei começar. Que seja um namoro,
um emprego, uma faculdade, um bem durável, uma vida.
E mais do que nunca sinto que eu devo começar isso, mas não sei como, EU NÃO SEI!
E enquanto isso... a vida vai passando.
Deixar de correr atrás de uma ilusão e ir atrás de uma realidade que deu errado. E isso me abalou não por sofrimento de paixão (não chegou a tanto),mas por que eu fiz exatamente tudo certo.
Mas as vezes não era pra ser, ou simplesmente era pra ser errado. Agora o que fazer é seguir em frente, como todo relacionamento que um dia acaba, ainda virão outros, ainda mais arrebatadores, outros mais frios e eu vou voltar a chorar, vou voltar a sorrir.
Foram poucas semanas, mas conheci alguém que gostei de conhecer e agora ficou uma saudade do que não fizemos, das músicas, dos jantares, dos filmes, do nada a se dizer.
Acho que ficamos no quase...
Estou conhecendo alguém que eu já conhecia e a cada dia gosto mais. Gostar de sentir saudades, de querer ver, de estar acompanhada por mil pessoas e querer estar apenas com uma. E isso aconteceu em uma hora que me parece certa, pois estou bem, independente dessa pessoa. Está sendo algo que simplesmente está acontecendo aos poucos e tomando conta. As vezes odeio gostar das pessoas, mas ao contrário dessa, tudo está incrivelmente indo bem.
Tento não criar tantas expectativas e viver o presente. Por isso não sei até onde esse relacionamento irá. O fato é estou gostando e sendo correspondida. E isso é tão difícil de acontecer (pelo menos pra mim que só me interesso por pessoas erradas e impossíveis) que não quero saber se amanhã estarei sozinha ou acompanhada. Quero apenas viver essa fase da melhor maneira possível.
Encontrei nessa semana com uma pessoa que um dia foi muito importante na minha vida. Quantas vezes ensaiei esse encontro. Quantas vezes quis pensar que tudo era um pesadelo.
Enfim, depois de mais de um ano, de meses planejando esse reencontro encontrei minha "ex best friend".
Depois de tempos, de lágrimas, de saudades, pude sorrir pra mim mesma e dizer que fiz a escolha certa em ir embora e acabar com nossa amizade.
Refleti muito sobre a minha imparcialidade a respeito daquela presença na minha frente. Daquela pessoa que um dia desejei nunca sair de perto de mim. Não ser atingida mais pelo seu olhar, não ser mais cativada por suas palavras, não ganhar seus abraços nos dias e noites ruins. E hoje, todo aquele sentimento, resumido por mim há nada. Algo inexplicavelmente insípido que tão pouco nossas boas lembranças me trouxeram o desejo de querer de volta. Ela se tornou algo comum e indiferente.
Isso me fez crescer.
Definitivamente, se eu perdi algo, hoje agradeço profundamente por ter perdido. Ando infinitamente descobrindo que abrir mão de tentar controlar a vida alheia, que acreditar no que é bom (de verdade) para mim é a opção mais válida, mais feliz e mais certa a se seguir.
Estou me dando o direito e a obrigação de me fazer feliz.
Depois de algum tempo fechada, pesadamente atordoada por inúmeros problemas que não eram meus e consequências da minha auto-sabotagem,voltei.
Voltei a acreditar nos meus sonhos, voltei a querer acordar e sentir o Sol. A velha e sábia fórmula de se descobrir por si mesma, de não tentar entender, mas apenas sentir e se abrir para o mundo novamente funcionou.
Pequenas coisas,gestos, parcerias, sorrisos. Tudo tornou-se mais interessante do que os problemas.
Deixar, apenas deixar que o tempo coloque as coisas e pessoas em seus devidos lugares. Abrir-se para oportunidades, para novos planos e para novas pessoas.
Estou na fase do "quase". Quase um emprego,uma família,amigos,saudável,uma faculdade,uma viagem tão esperada e uma pessoa.
A diferença desse quase é que dessa vez eu não conto com a sorte,são coisas que fui construindo e conquistando. Ironicamente, dessa vez, não precisei desbravar mundos, apenas conheci mais um pouco do meu.
Algo tão meu, mas ainda assim novo.
As vezes chamo isso de esperança.
Estou passando por uma época anti-social. Não quero conversar, não quero saber de vida de ninguém e muito menos quero que interfiram na minha.
Lógico, sinto saudades, mas sinto saudades de pessoas vivas que não existem mais. De pessoas que transformaram o seu cuidado comigo em simples códigos traduzidos por letras e números no meu MSN e flog.
O mais cômico é que esse tempo todo, pensei em expandir amizades, conhecer novas pessoas e aprofundar amizades que na minha cabeça seriam boas para mim.
Resultado: Conheci novas pessoas, mas mantenho um relacionamento extra-superficial e as pessoas que "aprofundei" meu relacionamento, com raras exceções, acho que não fui boa o suficiente para acompanhá-las em seus vastos mundos.
Então fiquei por aqui, no meu mundinho, acompanhando de longe esses mundos tão diferentes, tão distantes, mas ainda visíveis. O que me me restou (e não reclamo hora alguma disso) é tudo aquilo que posso pisar, sentir e tocar (mesmo que a rosa tenha espinhos).
Saudade momentânea dos meus problemas de infância, das noites conversando horas com meus amigos, com a época (nem tão distante) em que o cuidado e carinho com amigos era recíproco. Saudades imensas da época que o sucesso viria naturalmente, saudade da época que eu não tinha medo do amanhã.
Nesse meu momento um tanto "anti-social" estou tirando boas conclusões. Algumas delas um tanto decepcionantes, mas ainda sim boas.
E embora eu tenha me afastado do famoso "meio" por outros motivos, vi que além de sanar (ou não piorar) certos problemas, saí ganhando bastante, pois comecei a ver certas pessoas e situações por angulos diferentes.
Algumas ficaram tão pequenas... Que me sinto as vezes uma criança que compra uma Barbie esperando que ela ande no seu carrinho rosa, que faça tudo aquilo que ela faz em propaganda. Bobagem, nem seu cabelo brilha tanto como nas fotos... Ops! propaganda...
As vezes o meu futuro é duvidoso
As vezes tenho medo disso
As vezes quero ir embora
As vezes nem sequer quero sair do quarto
As vezes sinto dor
As vezes me veem fraca
As vezes me descreverão como perdida
As vezes enxergam que não estou bem
As vezes isso é verdade
As vezes isso não importa.
Hoje, no crepúsculo do Sol, despediu-se um ser humano da sua vida.Deixando para trás uma vida confusa, horas felizes, horas triste. Um corpo coberto de cicatrizes que o tempo marcou para lembrar sempre
de suas derrotas e vitórias.
O laudo informa que a pessoa em questão faleceu devido a depressão de proporções tamanhas como a de 1929. Há rumores que dizem que ela não resistiu em ver todo o seu esforço, suas ações transformadas em meros pedaços de papéis, documentos eletrônicos e fotografias.
Acredita-se que apesar do fim trágico - e praticamente planejado- ela sempre cativou e estimou tudo aquilo que lhe despertava admiração, seja uma planta, seja uma pessoa. Há boatos que teve em sua curta vida, paixões impossíveis, amizades intermináveis, respeito pelos grandes e pequenos e cultivava uma ingenuidade imensa acreditando que que um dia, por "forças" do destino e pelos Deuses ela teria o seu esforço recompesado com a conquistas de suas paixões.
Porém, por relato próprio da falecida, horas antes de sua súbita morte, ela afirma não acreditar mais em coisas "mágicas". E ainda nesse próprio relato ela descreve o seu descobrimento sobre os os "desamores" e "desapaixonamentos". Prosseguindo, mais ao fim, afirma todo o seu sentimento um dia castos, suas "nuvens de algodões" tornando-se grandes massas de vapores. Sentindo ali um enorme vazio sendo preenchido pela morte.
-aqui acaba o seu relato propriamente manuscrito em um dos seus vários cadernos de estudos que ela abandonara recentemente-
A parte boa, é que apesar da vida ter acabado, ela acreditava em vidas posteriores. Analisando suas anotações, descobrimos trechos escritos de seu pensamento de recente data.
(...)
"Olhando fotos de desconhecidos, lembrei-me dos meus sonhos de andar por terras distantes, mas em hora alguma nestes longos caminhos, lembrei-me de estar acompanhada. Mas mesmo sozinha seguindo aqueles caminhos, sentia que me encaminhava para algum lugar e alguém".
"A cada momento, a cada esforço indubitável e que não foi recompensado como eu queria, não guardo mágoas, um gosto de derrota talvez. Mas a cada pessoa a cada alegria, a cada sorriso que conquistei, fiz questão de tratá-los como único".
(...)
Despeço assim em nome dessa pessoa, desejando uma nova vida, repletas de coisas novas e que na próxima vida ela volte a acreditar acima de tudo (acima das pessoas, acima dos conceitos, dinheiro e postura) que os sonhos
ainda são possíveis.
Descobri que sou uma pessoa dependente das coisas boas
para começar a agir...
Explicando...
Preciso de algo bom, que me desperte vontade para sair do meu quarto e voltar a olhar para o Sol sem que ele me segue.
Preciso de algo bom que me anime a cuidar dos meus jardins.
Preciso de algum motivo para atravessar a cidade e encontrar com amigos.
Enquanto isso...
Acho que sabem onde me encontrar...
Minha vida é mesmo algo que não tem um sentido. Sentido que eu digo, é uma razão única, uma motivação solitária.Ao mesmo tempo que tracei planos e que tinha o sonho de concretizar, entendo que não era pra ser desse jeito. Ando lutando, ou pelo menos querendo começar a lutar.
Cansei dos nocautes, cansei das derrotas.
Vou quebrar esse ciclo.
"Ainda não aprendi a caminhar, mas já sei me levantar..."
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